Cidades sustentáveis: qualidade de vida e bem-estar para seus cidadãos

30/01/2019

Iniciativas que contribuem para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos podem garantir grandes resultados sustentáveis a longo prazo. Investir na ampliação do espaço físico do Laboratório de Análises Clínicas, de Nova Alvorada do Sul (MS), por meio do Programa Energia Social, foi uma dessas conquistas.

 

O município que abriga uma das unidades da Atvos pôde ampliar o atendimento realizado aos cidadãos que procuram exames, como o de urina, por exemplo. Em 2010, o laboratório registrou a realização de aproximadamente mil exames deste tipo. Em 2018, 1.200 pessoas a mais realizaram o mesmo exame. Outros exames como o de glicemia, o hemograma completo e o de fezes parasitológico também tiveram aumentos significativos, representando milhares de novalvoradenses beneficiados.

 

Mas não é só em Nova Alvorada do Sul que a comunidade pôde usufruir de melhorias na área da saúde e bem-estar. Costa Rica (MS), cidade em que a Atvos está presente desde 2011, também abraçou um projeto desenvolvido pelo Programa Energia Social, em parceria com a prefeitura do município.

 

Em 2014, a Fundação Hospitalar de Costa Rica (FHCR) foi reestruturada. O local passou a ter capacidade de realizar o atendimento de pacientes críticos, desenvolver um novo olhar para as gestantes e possibilitar um número maior de internações clínicas e cirúrgicas.

 

Fernanda Berigo, diretora-geral da FHCR, explica que depois da reestruturação, vários setores apresentaram melhoras expressivas. “Após a reforma, conseguimos oferecer tratamentos mais dignos nos nossos leitos de urgência. Em casos muito graves, hoje, temos estrutura para estabilizar os pacientes antes de transferi-los. Só no ano passado, atendemos 236 casos. Em alguns deles, pudemos encaminhar direto para a nossa ala de internação, o que fez com que o índice de óbito no município diminuísse muito”, conta.

 

Um novo modelo de atendimento à saúde da mulher e da criança também foi implementado. A diretora-geral ainda diz que o projeto trouxe para a Fundação a possibilidade de realizar o parto humanizado e o atendimento de crianças de 0 a 24 meses. Além das gestantes e dos pacientes críticos, dependentes químicos e de álcool também foram beneficiados.  “Leitos específicos foram criados para esses usuários. De maneira geral, aumentamos o nosso atendimento para 1.800 pessoas por ano, o que significa aproximadamente 150 pacientes a mais por mês”, completa Fernanda.

 

Ainda no município, o Energia Social desenvolveu outro projeto, focado na atuação de questões de conflito social. Concretizado em parceria com a Prefeitura de Costa Rica, a Delegacia de Polícia Civil e o Conselho Municipal de Segurança, o objetivo do Núcleo de Mediação de Conflitos foi solucionar pequenos empasses entre os moradores costarriquenhos antes que chegassem ao poder público. “Tínhamos um índice alto de contratempos que iam parar na delegacia, como brigas entre vizinhos, acidentes de trânsito e questões relacionadas aos direitos dos consumidores”, conta Maria Augusta Dias, coordenadora do Núcleo.

 

 

A Atvos investiu na construção de uma sala e no treinamento de 40 voluntários para atuarem como mediadores desses desentendimentos. “Na mediação você é treinado não só para resolver o conflito, mas para que os laços entre os moradores sejam mantidos. Muitas vezes, durante as audiências que realizamos, as mágoas e os ressentimentos são expostos. No momento em que intervimos com as técnicas corretas, como as perguntas reflexivas, 98% dos casos são resolvidos. São atritos que poderiam resultar em atitudes mais explosivas, mas que foram resolvidos em uma boa conversa”, relata Maria Augusta.

 

Em 2017, ano em que foi inaugurado, o Núcleo de Mediação de Conflitos atendeu 60 pessoas. No ano de 2018, 192 atendimentos foram registrados. Ao todo, quase 300 pessoas já se propuseram a resolver seus conflitos de maneira pacífica. “É gratificante fazer parte de um projeto como este. Todos os voluntários da comunidade que realizam o trabalho de mediação são motivados pelo mesmo propósito: contribuírem para a melhoria da sociedade”.

 

A resolução dos casos que chegam até o Núcleo é sempre pautada em um acordo comum entre as partes. “Em alguns casos, uma simples ligação resolve, já que alguns nem imaginavam que estavam causando algum transtorno ao próximo. Em outros, as pessoas se emocionam e demonstram arrependimento. De maneira geral, todos saem ganhando”, conclui a coordenadora.

 

Assim como os voluntários que atuam no Núcleo de Mediação de Conflitos, em Costa Rica, a Atvos também acredita que sua atuação contribui para um mundo mais sustentável, em que sustentabilidade é ir além das questões ambientais e engloba o estímulo ao desenvolvimento local, qualidade de vida e o bem-estar das comunidades.