Saúde, bem-estar e conforto emocional no retorno ao trabalho presencial

11/09/2020

Estamos retomando gradualmente o trabalho presencial. Nesta fase, seremos 30% dos profissionais do escritório em São Paulo. Por trás desse movimento, está um amplo e minucioso planejamento, estruturado em quatro perguntas que são feitas diariamente: Como estão os indicadores da pandemia? Qual o nível de segurança e risco? Quais os ganhos do retorno parcial? Qual a opinião dos integrantes?

 

Proteger as pessoas e garantir a saúde, o conforto emocional e o bem-estar são diretrizes que norteiam nossa estratégia. Por isso, só fez sentido amadurecer a volta quando os números da pandemia atingiram níveis que permitiram às autoridades flexibilizar o isolamento social. Constatar a adaptação das pessoas às medidas e a essa nova fase, com uma nova rotina, foi um marcador importante.

 

Convidamos ao retorno presencial somente as pessoas que se sentiram confortáveis e seguras. Tem que fazer sentido para todos. Acolher é a palavra e ouvir é indispensável. Fomos surpreendidos com pessoas desejando voltar e mesmo dispostas a adaptar seu dia a dia em reconhecimento às vantagens da interação pessoal.

 

Durante o período de trabalho remoto, o nível de produtividade se manteve. Desde o início do isolamento as entregas estão sendo feitas e, em alguns casos, até superam as metas previstas. Porém, é perceptível que as pessoas se organizam e interagem mais intensamente com seus próprios times.

 

Por isso, o principal motivador para o retorno ao trabalho presencial está nos ganhos que somente a interação pessoal e espontânea proporciona, favorecendo o surgimento de novos projetos e ideias. Nesse contexto, a tecnologia, com ambientes virtuais, otimização do tempo e manutenção da rotina, aliada a alguma interação presencial, potencializa os resultados da combinação entre organização produtiva e espontaneidade no contato. Principalmente entre times de áreas diferentes, o que é essencial para a diversidade de conhecimentos e para favorecer a troca.

 

O home office é irreversível. Foi quebrada a inércia e o receio de adotar tecnologias que já existiam. Vivenciamos uma nova organização de trabalho. Os líderes aprenderam a liderar à distância, com efeitos positivos na delegação e autonomia. Unificaremos os ganhos de ambos os sistemas para experienciar um modelo híbrido que reunirá o melhor dos trabalhos remoto e presencial.

 

Aprendemos a experimentar e adaptar nossas práticas em cenários extremos. Essa consciência traz tranquilidade para avançamos sem perder de vista que precisamos estar prontos para readequar, sempre em benefício da empresa e, prioritariamente, da segurança, saúde e bem-estar de todos.